atividade clandestina.
Se a vida é sonho o que acontece quando acordo
quarta-feira, 28 de abril de 2010 @ 20:06

Esse é o título do poema de Maurício Arruda Mendonça, que acabo de descobrir fuçando o Espelunca (blog do Ademir Assunção). Bem legal, né? Às vezes tenho a mesma dúvida. Gosto ainda mais de como ele encerra, "sossegue/ sua mente & se concentre/ só nos detalhes supérfluos". Seria tão mais estar sossegada, alma amainada, a cabeça dura voltada pro concreto. Do tédio e da estranheza só me ficariam impressões longínquas, não a teimosia quebrada ao meio, sempre pendendo para o lado de lá; fico até me perguntando se é covardia essa insistência toda de se avizinhar do bestiário com aceitação. Mas ainda acho que é preciso perguntar "qual é a minha?" - quando se familiariza com os próprios contornos fica mais fácil arredar das latitudes e chegar nas atitudes; e do pedaço que falta, uma liberdade passível de aceitação: toda pedra suspensa é um tiro no ar. Vai ver aquilo que me faz pender mais pra um lado é o peso da própria força, não da inércia. Sei lá. Ou vai ver Maurício Arruda Mendonça está certo e todo mundo fincaria o cu na reta se não atrevessem tanto as pontas para fora.
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Giselle: às vezes Gi, noutras Elle. Quase nunca Elle, aliás. Dois cachorros, um namorado, uns vários livros no escritório e, mais recentemente, poucas horas para gastar com eles. Perde muito tempo com masturbação psicológica. Wants to do more than just exist.

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