atividade clandestina.
O sinal que eu te dou
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 @ 23:04

O quê é que eu faço com você? Não me resta muita escolha a essa altura: toco o foda-se adiante e me estendo na amplitude desse verbo, sem prever coisa alguma senão o toque que já foi dado; e eu que me julgava objetiva, retorno às facetas da ambigüidade e suas duas mãos, suas – percebe agora onde é que foi parar toda a minha sobriedade, né? Eu leio nesse teu sorrisinho cínico aquela estreiteza esperta de quem já esteve ali e não pede mais carona para lugar nenhum, e sem reservas nem excessos eu me lanço inteira e à mil nos teus contornos, na tua estrada empoeirada, na tua garupa equilibrada. Semáforos amarelos e eu me roço nas costas do perigo: receios ao vento, suspensos, confluindo aos solavancos nas labaredas que nos prostram mais próximos um do outro; agora sou toda fluídos, inteirinha esparsa nesse ardor líquido. Solicito a parada mais próxima para descansar e você sorri, "está tudo bem, relaxa", e tenho truques e vontades, todas quietinhas sob a carcaça dessa falsa pausa que é mais uma história pra te conquistar. Escuta: mordo-me em beijos que remontam suas carícias, gosto de você e rôo unhas - a verdade é que eu não canso de ser tua, eu não canso.
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Giselle: às vezes Gi, noutras Elle. Quase nunca Elle, aliás. Dois cachorros, um namorado, uns vários livros no escritório e, mais recentemente, poucas horas para gastar com eles. Perde muito tempo com masturbação psicológica. Wants to do more than just exist.

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