A idade da razão
terça-feira, 25 de setembro de 2007 @ 21:28
" [...]
- Isso de me conhecer não me interessa tanto assim - disse simplesmente.
- Eu sei - atalhou Marcelle -, não é um fim, é um meio. É para se libertar a si próprio; olhar-se, julgar-se: sua atitude predileta. Quando você se olha, imagina que não é o que está olhando, que você não é nada. No fundo, é o seu ideal: não ser nada.
- Não ser nada... - repetiu lentamente Mathieu - Não. Não é isso. Escute: eu gostaria de não dever nada senão a mim mesmo.
- Sim. Ser livre. Totalmente livre. É seu vício."